quinta-feira, 6 de março de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A Incômoda Vizinha Dos Presidentes Dos EUA
Pouco depois de seu divórcio, após penosa batalha judicial nos tribunais americanos, onde amargou a perda da guarda da única filha do casal, a vida de Concepcion Picciotto ou Conchita, como é conhecida em Washington, se transformou em cacos. Nascida em Vigo na Espanha e tendo imigrado para os EUA aos 18 anos em 1963, onde logo conseguiu emprego no consulado de seu país em New York, sofreu em pouco tempo após a separação do marido ítalo-americano, sucessivos reveses que culminaram não só com a perda da guarda da filha pequena, mas também da confortável casa onde morava e até de seu bem remunerado emprego na representação diplomática espanhola.

Para muitos outros que vivenciaram situações aflitivas, emocionais e financeiras semelhantes, a solução em geral foi tentar buscar um recomeço e se reerguer na sociedade, sem esquecer os erros cometidos e as lições aprendidas na vida. Mas parece que para a então já naturalizada cidadã americana Conchita foi demais e sua estrutura psicológica ruiu, minando progressivamente sua força de vontade e coragem de lutar por uma vida digna dentro da sociedade egoísta onde vivia, levando-a gradativa e rapidamente a descer na escala social, até se tornar uma moradora de rua.
Incontáveis pessoas sem-teto em todo o mundo vivem dessa forma, relegadas a própria sorte e dependendo da caridade alheia para sobreviver. Mas Conchita possui um curioso diferencial que é o lugar onde escolheu para morar. Desde 1981, ela "reside" na Lafayette Square em frente ao nº 1600 da Avenida Pennsylvania, em Washington DC, bem diante da Casa Branca.
É lá que está montada sua barraca de nylon, seu carrinho de supermercado atulhado de roupas e utensílios, uma ou duas caixas de papelão com livros, quinquilharias e tintas com que produz seus cartazes em prol da paz e pequenos souvenirs na forma de pedras e outras miudezas pintadas geralmente com figuras com as formas de pombas, o símbolo da paz, e que as vezes são vendidas aos muitos turistas que diariamente vão até a praça para tirar fotos da sede do governo e residência do presidente americano, e que logo são atraídos pela insólita figura e cartazes que destoam da bem cuidada e elegante praça.
Clique na imagem para ampliar

Em junho de 1994 durante minha primeira visita a Washington, a movimentação de turistas em torno da colorida parafernália que serve de lar e escritório para Conception, também chamou minha atenção e terminei por me juntar aos curiosos que a cercavam e lhe dirigiam toda sorte de perguntas, sempre respondidas educadamente, em inglês ou espanhol, demonstrando que apesar do modo em que vivia, era uma pessoa culta. Na ocasião não dei maior atenção, imaginando tratar-se de mais uma mendiga temporariamente acampada no local.
Quatro anos depois voltei a capital americana, já esquecido do episódio, mas diante da sugestão de uma amiga de tirar algumas fotos da Casa Branca, voltamos a Lafayette Square e para minha surpresa lá estava ela no mesmo local. Dessa vez, bastante intrigado procurei me inteirar e fiquei sabendo de alguns detalhes da vida da pitoresca senhora, dos quais lembro dos seguintes:
Nos primeiros tempos a polícia metropolitana da capital e até mesmo agentes do serviço secreto foram implacáveis, prendendo-a e agredindo-a inúmeras vezes sob as mais diversas alegações, quase sempre a noite quando o local fica quase deserto. Daí surgiu a idéia do turbante que ela usa até hoje e que nada tem a ver com motivações religiosas ou com algum traje típico de sua terra natal, mas que na verdade serve como invólucro de camadas de tecidos, isopor e outros materiais cuidadosamente enrolados e destinados a amortececer as pancadas desferidas em sua cabeça pelos policiais com seus cassetetes.
Expulsa incontáveis vezes pelas autoridades locais, que invariavelmente davam sumiço aos seus parcos pertences, ela sempre voltava, até que grupos locais ligados a organizações de direitos humanos, invocando a Constituição através da mídia, conseguiram pelo menos teoricamente uma trégua da polícia. Mas não se engane quem pensar que isso pôs fim as hostilidades e quase sempre quando ela se dirigia a um sanitário público, ao regressar todos seus objetos haviam desaparecido. Já em 1998, ela só se afastava do local quando alguma pessoa amiga ficava de guarda protegendo seus "bens".
Essa paz aparente se baseia nas leis americanas que concedem a todo cidadão o direito de ficar por quanto tempo quiser e até dormir em qualquer lugar público...Mas desde que não se deite, pois aí estaria caracterizado o status de acampamento em locais públicos, que as mesmas leis proibem.
Clique na imagem para ampliar

Por isso, faça chuva ou faça sol, calor ou frio e até mesmo sob a neve, Conception dorme sentada dentro de sua frágil tenda de náilon, vigiada pela polícia metropolitana, sempre a espreita de que ela infrinja essa regra para poder prendê-la mais uma vez. Sobrevive com roupas e alimentos fornecidos por amigos ou com o que consegue comprar com o pouco dinheiro obtido com a venda das lembranças artesanais e manifestos políticos, gerados em sua autodenominada Vigília Permanente Anti-Nuclear E Pela Paz.
Recentemente através de amigos, Conchita colocou um site na internet http://www.prop1.org/conchita/ e apareceu em algumas cenas do filme Fahrenheit 9/11 de Michael Moore, mais provavelmente por alguns se seus posicionamentos ideológicos contrários a política externa americana.
Obs: As informações constantes do primeiro e do último parágrafo foram retiradas de http://en.wikipedia.org/wiki/Concepcion_Picciotto ; Fotos Google Images.
Para muitos outros que vivenciaram situações aflitivas, emocionais e financeiras semelhantes, a solução em geral foi tentar buscar um recomeço e se reerguer na sociedade, sem esquecer os erros cometidos e as lições aprendidas na vida. Mas parece que para a então já naturalizada cidadã americana Conchita foi demais e sua estrutura psicológica ruiu, minando progressivamente sua força de vontade e coragem de lutar por uma vida digna dentro da sociedade egoísta onde vivia, levando-a gradativa e rapidamente a descer na escala social, até se tornar uma moradora de rua.
Incontáveis pessoas sem-teto em todo o mundo vivem dessa forma, relegadas a própria sorte e dependendo da caridade alheia para sobreviver. Mas Conchita possui um curioso diferencial que é o lugar onde escolheu para morar. Desde 1981, ela "reside" na Lafayette Square em frente ao nº 1600 da Avenida Pennsylvania, em Washington DC, bem diante da Casa Branca.
É lá que está montada sua barraca de nylon, seu carrinho de supermercado atulhado de roupas e utensílios, uma ou duas caixas de papelão com livros, quinquilharias e tintas com que produz seus cartazes em prol da paz e pequenos souvenirs na forma de pedras e outras miudezas pintadas geralmente com figuras com as formas de pombas, o símbolo da paz, e que as vezes são vendidas aos muitos turistas que diariamente vão até a praça para tirar fotos da sede do governo e residência do presidente americano, e que logo são atraídos pela insólita figura e cartazes que destoam da bem cuidada e elegante praça.
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Em junho de 1994 durante minha primeira visita a Washington, a movimentação de turistas em torno da colorida parafernália que serve de lar e escritório para Conception, também chamou minha atenção e terminei por me juntar aos curiosos que a cercavam e lhe dirigiam toda sorte de perguntas, sempre respondidas educadamente, em inglês ou espanhol, demonstrando que apesar do modo em que vivia, era uma pessoa culta. Na ocasião não dei maior atenção, imaginando tratar-se de mais uma mendiga temporariamente acampada no local.
Quatro anos depois voltei a capital americana, já esquecido do episódio, mas diante da sugestão de uma amiga de tirar algumas fotos da Casa Branca, voltamos a Lafayette Square e para minha surpresa lá estava ela no mesmo local. Dessa vez, bastante intrigado procurei me inteirar e fiquei sabendo de alguns detalhes da vida da pitoresca senhora, dos quais lembro dos seguintes:
Nos primeiros tempos a polícia metropolitana da capital e até mesmo agentes do serviço secreto foram implacáveis, prendendo-a e agredindo-a inúmeras vezes sob as mais diversas alegações, quase sempre a noite quando o local fica quase deserto. Daí surgiu a idéia do turbante que ela usa até hoje e que nada tem a ver com motivações religiosas ou com algum traje típico de sua terra natal, mas que na verdade serve como invólucro de camadas de tecidos, isopor e outros materiais cuidadosamente enrolados e destinados a amortececer as pancadas desferidas em sua cabeça pelos policiais com seus cassetetes.
Expulsa incontáveis vezes pelas autoridades locais, que invariavelmente davam sumiço aos seus parcos pertences, ela sempre voltava, até que grupos locais ligados a organizações de direitos humanos, invocando a Constituição através da mídia, conseguiram pelo menos teoricamente uma trégua da polícia. Mas não se engane quem pensar que isso pôs fim as hostilidades e quase sempre quando ela se dirigia a um sanitário público, ao regressar todos seus objetos haviam desaparecido. Já em 1998, ela só se afastava do local quando alguma pessoa amiga ficava de guarda protegendo seus "bens".
Essa paz aparente se baseia nas leis americanas que concedem a todo cidadão o direito de ficar por quanto tempo quiser e até dormir em qualquer lugar público...Mas desde que não se deite, pois aí estaria caracterizado o status de acampamento em locais públicos, que as mesmas leis proibem.
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Por isso, faça chuva ou faça sol, calor ou frio e até mesmo sob a neve, Conception dorme sentada dentro de sua frágil tenda de náilon, vigiada pela polícia metropolitana, sempre a espreita de que ela infrinja essa regra para poder prendê-la mais uma vez. Sobrevive com roupas e alimentos fornecidos por amigos ou com o que consegue comprar com o pouco dinheiro obtido com a venda das lembranças artesanais e manifestos políticos, gerados em sua autodenominada Vigília Permanente Anti-Nuclear E Pela Paz.
Recentemente através de amigos, Conchita colocou um site na internet http://www.prop1.org/conchita/ e apareceu em algumas cenas do filme Fahrenheit 9/11 de Michael Moore, mais provavelmente por alguns se seus posicionamentos ideológicos contrários a política externa americana.
Obs: As informações constantes do primeiro e do último parágrafo foram retiradas de http://en.wikipedia.org/wiki/Concepcion_Picciotto ; Fotos Google Images.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Striptease A Bordo
Atenção: Cenas de nudez
Uma investigação foi determinada depois que esse vídeo amador caiu na internet.
Possivelmente filmado com a câmera de um celular, devido a baixa qualidade da gravação, mostra o interior do cockpit de um avião comercial, onde uma comissária de bordo francesa faz um striptease para os pilotos durante o vôo.
Segundo o tablóide inglês The Sun, o avião provavelmente estava transportando centenas de passageiros alheios ao que estava ocorrendo na cabine de comando e estaria em viagem para Londres.
Uma investigação foi determinada depois que esse vídeo amador caiu na internet.
Possivelmente filmado com a câmera de um celular, devido a baixa qualidade da gravação, mostra o interior do cockpit de um avião comercial, onde uma comissária de bordo francesa faz um striptease para os pilotos durante o vôo.
Segundo o tablóide inglês The Sun, o avião provavelmente estava transportando centenas de passageiros alheios ao que estava ocorrendo na cabine de comando e estaria em viagem para Londres.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Trem-Bala Perdida
Finalmente o governo resolveu expandir o PAC, abreviatura do programa conhecido por PACO, sigla baseada no homônimo que significa - Pacote de papéis velhos que simulam papel-moeda, geralmente cobertos por uma nota verdadeira, e usado por inescrupulosos ao passarem o conto-do-vigário -, ao incluir o importante e essencial projeto de revitalização da antiga ligação ferroviária Rio/SP, através do moderníssimo sistema do Trem-Bala Perdida.
O projeto, desenvolvido pela KMDB - Kharkiv Morozov Machine Building Design Bureau (Барківське Конструкторське Хюро Бпо Mашинобудуванню, com sede em Omsk, Rússia, foi escolhido vencedor apesar de não ser a proposta mais vantajosa em termos de preço, mas levou em consideração a grande experiência do escritório russo de projetos no desenvolvimento de veículos blindados, tais como os carros-de-combate pesados T-55, T-72 e T-80.
Integrantes do BOPE, liderados pelo capitão Wagner Moura, da Rede Globo, forneceram à KMDB, importantes informações táticas baseadas em suas experiências de campo com os veículos do tipo Caveirão usados contra a guerrilha urbana na ex-Cidade Maravilhosa.
Concepção artística de um vagão do Trem-Bala Perdida (clique na imagem para ampliar):

Comenta-se que tanto a alteração do nome anterior do projeto, assim como a necessidade de utilização de composições ferroviárias blindadas, passaram a fazer parte das especificações técnicas governamentais, a partir do episódio ocorrido em 10 de setembro de 2007, quando o trem que conduzia os ministros das Cidades, Márcio Fortes e da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, além de inúmeros assessores, baba-ovos, jornalistas e um grupo de seguranças a paisana da PMRJ, foi alvo em sua viagem inaugural, de saraivadas de disparos de armas de fogo automáticas, provenientes das incontáveis favelas que margeiam um trecho ferroviário reaberto, na zona norte do Rio de Janeiro.
O lamentável episódio felizmente não deixou vítimas e as únicas consequências se limitaram as dezenas de perfurações de projéteis de grosso calibre nos vidros e revestimento externo dos vagões e algumas manchas nos paletós dos convidados, obrigados a se jogar no chão dos vagões, para se protegerem das balas, embora algumas notícias maliciosas tenham informado que também foram observadas inexplicadas manchas nos fundilhos das calças de vários passageiros, durante a intensa troca de tiros entre os seguranças e os meliantes, enquanto a pacífica composição percorria o seu trajeto com a vertiginosa velocidade de 20 Km/h.
Ainda segundo informações, o Trem-Bala Perdida será extremamente seguro para seus usuários, uma vez que a empresa projetista russa garantirá a integridade física dos passageiros através de blindagens do tipo IV que resiste a ataques de armas como os fuzis AK-47 e AR-15 e estilhaços de granadas de mão.
As composições do Trem-Bala Perdida, que trafegarão em determinados trechos através de corredores ou nas vizinhanças de comunidades carentes dominadas por traficantes, principalmente nas periferias do Rio e SP, não terão janelas de vidro e seus condutores usarão periscópios e câmaras de vídeo infra-vermelho para visualização da via férrea e cercanias. Além desses recursos cada vagão terá um conjunto de armas remotamente controladas, para revidar qualquer agressão externa.
O projeto do Trem-Bala Perdida, orçado inicialmente em US$ 9 bilhões (aprox. R$ 18 bi) para a construção da linha e aquisição dos equipamentos ferroviários, ligará a Estação da Luz, no centro de São Paulo, à Central do Brasil, no Rio, percorrendo os 403 quilômetros entre as duas cidades em 1 hora e 12 minutos, e atingindo a velocidade máxima de 380 quilômetros por hora. Cada composição terá capacidade para transportar 855 passageiros, com saídas simultâneas das duas cidades, entre 05:00 e 00:00 hs, a cada 15 minutos, intervalo este que poderá ser reduzido se a procura ultrapassar os 129.960 passageiros por dia, quantidade de usuários considerada muito abaixo das previsões mais pessimistas do governo.
Para se concretizar, o projeto precisará ainda receber o aval do Ministério da Defesa, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do presidente Hugo Chávez, da Venezuela.
O projeto, desenvolvido pela KMDB - Kharkiv Morozov Machine Building Design Bureau (Барківське Конструкторське Хюро Бпо Mашинобудуванню, com sede em Omsk, Rússia, foi escolhido vencedor apesar de não ser a proposta mais vantajosa em termos de preço, mas levou em consideração a grande experiência do escritório russo de projetos no desenvolvimento de veículos blindados, tais como os carros-de-combate pesados T-55, T-72 e T-80.
Integrantes do BOPE, liderados pelo capitão Wagner Moura, da Rede Globo, forneceram à KMDB, importantes informações táticas baseadas em suas experiências de campo com os veículos do tipo Caveirão usados contra a guerrilha urbana na ex-Cidade Maravilhosa.
Concepção artística de um vagão do Trem-Bala Perdida (clique na imagem para ampliar):
Comenta-se que tanto a alteração do nome anterior do projeto, assim como a necessidade de utilização de composições ferroviárias blindadas, passaram a fazer parte das especificações técnicas governamentais, a partir do episódio ocorrido em 10 de setembro de 2007, quando o trem que conduzia os ministros das Cidades, Márcio Fortes e da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, além de inúmeros assessores, baba-ovos, jornalistas e um grupo de seguranças a paisana da PMRJ, foi alvo em sua viagem inaugural, de saraivadas de disparos de armas de fogo automáticas, provenientes das incontáveis favelas que margeiam um trecho ferroviário reaberto, na zona norte do Rio de Janeiro.
O lamentável episódio felizmente não deixou vítimas e as únicas consequências se limitaram as dezenas de perfurações de projéteis de grosso calibre nos vidros e revestimento externo dos vagões e algumas manchas nos paletós dos convidados, obrigados a se jogar no chão dos vagões, para se protegerem das balas, embora algumas notícias maliciosas tenham informado que também foram observadas inexplicadas manchas nos fundilhos das calças de vários passageiros, durante a intensa troca de tiros entre os seguranças e os meliantes, enquanto a pacífica composição percorria o seu trajeto com a vertiginosa velocidade de 20 Km/h.
Ainda segundo informações, o Trem-Bala Perdida será extremamente seguro para seus usuários, uma vez que a empresa projetista russa garantirá a integridade física dos passageiros através de blindagens do tipo IV que resiste a ataques de armas como os fuzis AK-47 e AR-15 e estilhaços de granadas de mão.
As composições do Trem-Bala Perdida, que trafegarão em determinados trechos através de corredores ou nas vizinhanças de comunidades carentes dominadas por traficantes, principalmente nas periferias do Rio e SP, não terão janelas de vidro e seus condutores usarão periscópios e câmaras de vídeo infra-vermelho para visualização da via férrea e cercanias. Além desses recursos cada vagão terá um conjunto de armas remotamente controladas, para revidar qualquer agressão externa.
O projeto do Trem-Bala Perdida, orçado inicialmente em US$ 9 bilhões (aprox. R$ 18 bi) para a construção da linha e aquisição dos equipamentos ferroviários, ligará a Estação da Luz, no centro de São Paulo, à Central do Brasil, no Rio, percorrendo os 403 quilômetros entre as duas cidades em 1 hora e 12 minutos, e atingindo a velocidade máxima de 380 quilômetros por hora. Cada composição terá capacidade para transportar 855 passageiros, com saídas simultâneas das duas cidades, entre 05:00 e 00:00 hs, a cada 15 minutos, intervalo este que poderá ser reduzido se a procura ultrapassar os 129.960 passageiros por dia, quantidade de usuários considerada muito abaixo das previsões mais pessimistas do governo.
Para se concretizar, o projeto precisará ainda receber o aval do Ministério da Defesa, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do presidente Hugo Chávez, da Venezuela.
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Trem-Bala Rio/SP
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Voando Com Uma Asa-Delta Sobre O Monte Everest
Os pássaros, com sua impressionante capacidade de locomoção pela atmosfera, sempre fascinaram os seres humanos desde os tempos mais remotos. Alguns homens e mulheres dedicaram boa parte de suas vidas observando-os, estudando-os e aprendendo suas técnicas que um dia iriam contribuir para que também pudéssemos voar.
Um desses entusiastas, um esportista e naturalista italiano, pilotando asas-delta motorizadas ou não, quando eram então rebocadas por pequenos aviões do tipo ultraleve, conseguiu alguns recordes no campo do vôo livre, que lhe valheram o título de "Condor Humano".
Seu nome, Angelo D'Arrigo

Sua carreira nesse tipo de esporte teve início em 2001, quando começou uma série de excitantes eventos nos quais era constantemente visto voando ao lado de bandos de aves de rapina, na tentativa de aprender algumas de suas habilidades especiais para o vôo migratório, fazendo uso das correntes térmicas ascendentes de ar para cobrir longas distâncias com baixo consumo de energia.
Entre suas façanhas, destacam-se as seguintes travessias em asa-delta a reboque de aviões ultraleves:
Em 2002 cruzou o deserto do Sahara e o mar Mediterrâneo.
Em 2003 voou 5.500 Km do norte da Sibéria até o Irã, no Mar Cáspio.
Em 2004 obteve um outro recorde mundial, quando após ser rebocado em sua asa-delta por um ultraleve, ambos preparados para vôos a grandes altitudes, enfrentou temperaturas de 30º C negativos e a turbulência severa causada por ventos de até 100 Km/h do jet-stream, o que provocou o rompimento do cabo de reboque a cerca de 9.000 metros de altitude e a 500 metros do topo do monte Everest. Mesmo assim conseguiu sobrevoar o pico da montanha mais alta do mundo (8.848 m), causando espanto a um grupo de alpinistas que tentava alcançar o cume.
O piloto do ultraleve e Angelo revisando procedimentos antes da decolagem:

Iniciando a decolagem:

Decolagem:

Sobrevoando o Himalaia:

Aproximação do cume:

A parede norte do Everest:

Em 2006, seguindo as rotas migratórias dos condores andinos, sobrevoou também em uma asa-delta, o pico Aconcágua (6.962 m), a montanha mais alta das Américas.
Sobrevoando o Aconcagua:

O fim do sonho:
No dia 26 de março de 2006, aos 45 anos de idade, Angelo fez o último vôo de sua vida. O monomotor em que viajava como passageiro, estolou e caiu de uma altura de 200 m chocando-se contra o solo em uma feira aeronáutica na Sicília, causando a morte dos dois ocupantes.
O que restou do pequeno Sky Arrow:

D'Arrigo foi agraciado postumamente com o Prêmio Laureus (Laureus World Sports Award), como reconhecimento as suas realizações em prol dos esportes.
Um desses entusiastas, um esportista e naturalista italiano, pilotando asas-delta motorizadas ou não, quando eram então rebocadas por pequenos aviões do tipo ultraleve, conseguiu alguns recordes no campo do vôo livre, que lhe valheram o título de "Condor Humano".
Seu nome, Angelo D'Arrigo
Sua carreira nesse tipo de esporte teve início em 2001, quando começou uma série de excitantes eventos nos quais era constantemente visto voando ao lado de bandos de aves de rapina, na tentativa de aprender algumas de suas habilidades especiais para o vôo migratório, fazendo uso das correntes térmicas ascendentes de ar para cobrir longas distâncias com baixo consumo de energia.
Entre suas façanhas, destacam-se as seguintes travessias em asa-delta a reboque de aviões ultraleves:
Em 2002 cruzou o deserto do Sahara e o mar Mediterrâneo.
Em 2003 voou 5.500 Km do norte da Sibéria até o Irã, no Mar Cáspio.
Em 2004 obteve um outro recorde mundial, quando após ser rebocado em sua asa-delta por um ultraleve, ambos preparados para vôos a grandes altitudes, enfrentou temperaturas de 30º C negativos e a turbulência severa causada por ventos de até 100 Km/h do jet-stream, o que provocou o rompimento do cabo de reboque a cerca de 9.000 metros de altitude e a 500 metros do topo do monte Everest. Mesmo assim conseguiu sobrevoar o pico da montanha mais alta do mundo (8.848 m), causando espanto a um grupo de alpinistas que tentava alcançar o cume.
O piloto do ultraleve e Angelo revisando procedimentos antes da decolagem:
Iniciando a decolagem:
Decolagem:
Sobrevoando o Himalaia:
Aproximação do cume:
A parede norte do Everest:
Em 2006, seguindo as rotas migratórias dos condores andinos, sobrevoou também em uma asa-delta, o pico Aconcágua (6.962 m), a montanha mais alta das Américas.
Sobrevoando o Aconcagua:
O fim do sonho:
No dia 26 de março de 2006, aos 45 anos de idade, Angelo fez o último vôo de sua vida. O monomotor em que viajava como passageiro, estolou e caiu de uma altura de 200 m chocando-se contra o solo em uma feira aeronáutica na Sicília, causando a morte dos dois ocupantes.
O que restou do pequeno Sky Arrow:
D'Arrigo foi agraciado postumamente com o Prêmio Laureus (Laureus World Sports Award), como reconhecimento as suas realizações em prol dos esportes.
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