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sábado, 19 de junho de 2010

Será Essa A Ponte Mais Louca Projetada Até hoje?

A nova rodovia que ligará a cidade chinesa de Zhuhai às regiões administrativas especiais (SAR) de Macau e Hong Kong deverá estar concluída em 2016 a um custo estimado de US$ 11 bilhões e terá extensão de cerca de 50 km, divididos entre trechos em terra firme nas ilhas situadas na baía de Hong Kong, e pontes interligando-as com a China continental.

Maquete de parte do conjunto, vendo-se na parte superior esquerda, o novo Aeroporto Internacional de Hong Kong:




Além das exigências técnicas envolvidas em uma obra desse porte, um dos desafios era conciliar o modo de dirigir veículos, pois na ilha de Hong Kong, ex-colônia britânica, os veículos são conduzidos do lado esquerdo da estrada, como no Reino Unido e Austrália. Na China continental, entretanto, são conduzidos do lado direito da estrada. Certamente um problema para os motoristas, que poderiam facilmente se atrapalhar e se envolver em acidentes com a mudança de mão de direção. Para resolver esta confusão de infra-estrutura, uma das pontes foi projetada usando um "Flipper" (inversor), uma construção muito especial mas que não faz nada além de desviar o tráfego para a mão correta nos dois sentidos, sem que os motoristas tenham que se preocupar se estão trafegando na pista certa, ou com cruzamentos rodoviários complexos.

Para evitar acidentes, filas, e um provável trânsito caótico na região de fronteira, um grupo de arquitetos da firma holandesa NL Architects, de Amsterdam, desenvolveu um conceito tão simples quanto brilhante: a ponte do Rio do Colar das Pérolas irá possuir um trecho em formato de um "oito", onde as duas pistas serão superpostas nas mudanças de direção, o que permite, sem maiores dificuldades a inversão natural das duas mãos de direção, sem cruzamentos ao mesmo nível, nem sinalizações confusas, o que sem dúvida também proporcionará fluidez ao tráfego.

Simulação do tráfego (animação):



Fonte, entre outras: http://gizmodo.com/5560466/is-this-the-craziest-bridge-ever-designed

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um Furto Que Não Deu Certo Na China

Os habitantes de Wenzhou, China, não gostam de ladrões. Especialmente daqueles que furtam bolsas de mulheres idosas. E quando isso acontece, alguns populares geralmente não esperam a chegada da polícia, pois cuidam pessoalmente dos criminosos, detendo-os as vezes de forma surpreendente.

Nesse incidente registrado por câmeras de CCTV de um hotel, em frente ao local onde ocorreu o furto, dois ladrões em uma moto, logo após arrancar a bolsa de uma senhora, foram "parados" por um ciclista que tinha assistido o furto e calmamente, pára, salta de sua bicleta e...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Passageiros São Convidados A Empurrar O Avião

Qualquer um que já tenha usado os serviços de uma empresa aérea de baixo custo, conhece bem o desconforto de suas viagens. Muito tempo perdido em esperas e filas, assentos apertados e serviço de bordo inexistente.

Mas pelo menos até o último dia 27 de setembro, nunca haviam pedido aos passageiros para saltar e ajudar a empurrar seu avião.

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Pois foi exatamente o que aconteceu a um grupo de passageiros na China a quem foi solicitado que saltassem e ajudassem a empurrar a aeronave depois que uma pane logo depois da aterrissagem impediu que ela taxiasse até o portão de desembarque.

O vôo de empresa aérea chinesa Shandong Airlines (SDA), entre Guilin e Zhengzhou, efetuado em um Bombardier CRJ 700, chegou em segurança ao destino, mas uma pane ocorrida ainda na pista de pouso impediu que ele se movimentasse até o terminal de passageiros.

Funcionários de apoio do aeroporto foram chamados para empurrar o avião, mas eles tiveram de pedir ajuda a alguns dos 69 passageiros a bordo porque o avião não se moveria só com o esforço deles.

Bastante tempo foi gasto para empurrar o jato por 500 metros até uma pista auxiliar.

Um dos funcionários de aeroporto disse: "Felizmente ele era de tamanho médio com umas 20 toneladas. Se fosse um dos grandes, ele teria nos vencido."

O avião permaneceu estacionado na noite de sexta-feira, a espera de uma solução técnica para o problema antes de partir para o vôo seguinte.

O que causa estranheza é que um aeroporto desse porte não dispusesse de tratores para reboque de aeronaves (push-back). Mas enfim, assim foi noticiado no jornal Daily Mail de hoje.

Fonte: http://www.dailymail.co.uk/news/worldnews/article-1062577/The-great-heave-forward---Chinese-passengers-forced-push-broken-passenger-plane.html

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Morando Embaixo Da Ponte

Por algum motivo inexplicado, ou pelo menos não entendido uma vez que a matéria estava escrita em chinês, o novo viaduto foi construído passando por áreas residenciais e pelo menos o prédio de apartamentos de 6 andares e outros menores que aparecem nas fotos não foram desapropriados e demolidos, aparentemente permanecendo ocupados por seus moradores. Esses com certeza podem dizer que literalmente moram embaixo da ponte.

Até aí tubo bem, mas fico pensando como eles teriam se arranjado durante o estaqueamento das fundações dos pilares e içamento das enormes e pesadas seções de vigas de aço que compõem a estrutura de assentamento das pistas de rolamento.

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Fonte: http://www.sina.com.cn

Mas que ninguém pense que isso é invenção de chinês e seja o único caso no mundo. Pelo menos uma outra obra existe em situação semelhante e justamente em pleno centro comercial da Ilha de Manhattan (Condado de Nova Iorque), cheia de leis e rígidas normas municipais. Mas nesse caso existe uma explicação:

Em 1970 o First National City Bank (hoje conhecido como Citibank) resolveu reunir todos os diversos departamentos que estavam espalhados pela cidade em um único prédio e para isso comprou uma grande área nas já valorizadíssimas esquinas da avenida Lexington com as ruas 53 e 54 Este. Ocorre que além dos prédios comerciais antigos que lá existiam e que foram logo demolidos, existia uma antiga e tradicional igreja (St Peter's Lutheran Church) construída em 1905 e que apesar da resistência da congregação com relação as insistentes propostas de compra pelo banco, estava enfrentando sérios problemas financeiros.

A solução aceita foi vender o terreno por US$ 9 milhões e permitir a demolição da igreja, com uma cláusula contratual que previa que o novo prédio do Citigroup Center a ser construído com 59 andares, tivesse um espaço entre o nível da rua e o primeiro pavimento, que permitisse que uma nova e menor igreja fosse posteriormente custeada e construída pelo banco, em parte sob o enorme prédio de 280 metros de altura.

A primeira vista causa uma sensação estranha e sem sentido, observar de longe o grande espaço vazio e os enormes pilares de quase 40 metros de altura entre o meio fio e o primeiro andar, em uma estrutura sem apoios nas quinas do arranha-céu, cujo peso foi distribuído por quatro pilares que foram deslocados para a região mediana de cada face, além de um núcleo central.

Mas os arquitetos conseguiram suavizar e harmonizar o impacto de uma construção em parte superposta a outra, criando inclusive uma grande praça em vários níveis inferiores ao da rua, muito frequentada principalmente no horário de almoço pelos milhares de funcionários do Citigroup Center.

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Vista do prédio e da igreja (ver seta e realce em amarelo):



Detalhe da igreja "embutida" no prédio do Citigroup Center: